sábado, 18 de maio de 2013

Eu precisava escutar uma historia tão bonita como essa.


Ana Clara foi adotada por Guto há dois anos (Foto: Arquivo Pessoal)


A rotina de preparação para concursos de beleza e ensaios fotográficos passa longe da vida que Ana Clara Ferrares, de 10 anos, levava há apenas dois anos. A estudante é neta de traficantes presos no Espírito Santo e enfrentou a perda da visão do olho direito em um acidente. Hoje, ela se define como uma criança feliz, após ser adotada aos oito anos pelo missólogo Guto Ferrares, que é homossexual. Em abril deste ano, ela foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013, em concurso realizado em São Paulo, uma conquista que a menina levou para o pequeno município de Aracruz, no Espírito Santo.
No Espírito Santo, a oportunidade que Ana Clara teve é bem diferente da realidade de crianças com mais de três anos que esperam para ser adotadas. Em todo o estado, segundo o Tribunal de Justiça (TJ-ES), 132 crianças e adolescentes esperam por um novo lar e o número de pretendentes habilitados passa de 750, mas em geral, a adoção de recém-nascidos e menores de dois anos é preferência entre esses pais. Para incentivar essa ação, foi criada a I Campanha de Incentivo à Adoção Tardia, no município da Serra, na Grande Vitória, que acontece de 19 a 24 de maio.
O pai adotivo Guto Ferrares, de 25 anos, contou que os pais biológicos da filha eram foragidos da polícia e ela morava com os avós, em Colatina, no Noroeste do estado, mas eles tinham envolvimento com o tráfico de drogas e foram presos. Ana Clara acabou morando com vizinhos por algum tempo.
Mas as dificuldades não pararam por aí. "Quando ela morava no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, um bandido da comunidade foi preso e os moradores resolveram soltar fogos para comemorar. Um dos foguetes caiu em cima da casa que ela morava e o telhado explodiu. Um pedaço bateu direto no olho direito dela e a cegou", contou Guto.

Guto e Ana Clara (Foto: Arquivo Pessoal)

A história de Ana Clara chegou aos ouvidos do pai adotivo através de uma amiga da mãe dele, que é moradora de Colatina. Guto contou que se comoveu com a história e como já tinha vontade de ser pai, mas nenhuma pretensão de se casar, resolveu ver se havia alguma maneira de adotar a garota. "Três meses depois do acidente, a menina fez uma cirurgia no olho e foi nesse dia que a gente se conheceu. Fui bem devagar com ela, de início não falei que eu a adotaria, falei que era um amigo e que ela passaria uns dias comigo, para ver se gostava", lembrou.
Para a garota, as dificuldades foram superadas com a ajuda de um grande aliado: o carinho do pai adotivo. “A adaptação foi fácil porque a minha nova família me recebeu de um jeito muito carinhoso, muito diferente do que eu recebia na vida que tinha antes. Com meu pai foi ainda mais especial, porque na verdade eu nunca conheci meu pai biológico. Ele é a pessoa mais importante da minha vida e hoje tenho uma família completa”, disse a menina.
Guto, que é homossexual, chegou a pensar que seria difícil explicar para Ana Clara que era um pouco diferente da maioria dos pais. "No início, ela não sabia o que era gay. Expliquei à ela que era um pouquinho diferente do que ela estava acostumada a ver, que não namoraria uma mulher. Acredito que a criança é o que os pais passam para ela, adquire valores. Eu sou um pai bem rígido, quero o melhor para ela, portanto em casa não existe preconceito e nem falta de educação", falou.

Ana Clara vai disputar o Mini Miss Universo no fim deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

A menina simpática, descontraída e vencedora de concursos de beleza chegou à casa de Guto totalmente retraída, sem conseguir conversar muito com as pessoas. O pai, então, procurou uma ajuda psicológica para ajudar a filha a superar os traumas de infância.
"Hoje ela é uma criança totalmente diferente, bem resolvida. Na verdade, ela fez um tratamento psicológico só por seis meses, foi uma espécie de preparação para a nova vida, um empurrão. Ela realmente deixou tudo o que viveu para trás, foi muito forte, e passou a me tratar como se eu sempre tivesse sido o pai dela", contou Guto Ferrares.
Guto também comentou as mudanças que a paternidade trouxe para sua vida. "Eu não paro para pensar que eu fiz parte da evolução dela, penso no que construímos juntos, que ela tornou minha vida mais especial. Hoje ela trata a dificuldade da visão como superação, encara a diferença dela como algo positivo, isso é maravilhoso."

Mini Miss Brasil
Já adaptada à nova casa, Ana Clara Ferrares contou ao pai que sempre teve o sonho de ser modelo, mas se considerava aleijada por ser cega de um olho. O apoio e o conhecimento de Guto foram essenciais para que a menina não desistisse de suas ambições. "Sou missólogo, um preparador de beleza de misses e misters, então tive segurança para conversar com ela sobre isso. Expliquei que ela não era aleijada, que era bonita e poderia ser o que quisesse. Contei que existem modelos de todos os tipos, até mesmo uma que é surda", explicou.
Um dia, a menina pediu para começar a competir em concursos de miss, acreditando que o pai seria o primeiro a apoiá-la, mas essa não a primeira reação. "Tinha medo que ela perdesse algum concurso e ficasse para baixo, não queria vê-la sofrer. Mas ela cabou contando tudo para a psicóloga dela, que me 'deu um puxão de orelha', falou que seria importante para ela", disse.
Desde então, a garota passou a colecionar títulos. Em 2011, ela ganhou o Mini Miss Espírito Santo 2012. No ano seguinte venceu o Mini Miss Brasil Fotogenia 2013 e foi chamada para a seleção do Mini Miss Espírito Santo Oficial, que também venceu. No dia 27 de abril deste ano, ela ganhou o Mini Miss Brasil Oficial e agora vai disputar, na categoria dela, o concurso de Miss Universo em Buenos Aires, no fim deste ano.
Ana Clara gostou tanto da experiência que agora faz parte de seus projetos para o futuro continuar desfilando. "Eu descobri que adoro participar de concursos e desfiles e quero seguir uma carreira.
Adoção tardia
Segundo a juíza da Vara da Infância e Juventude da Serra, Gladys Pinheiro, as pessoas dispostas a adotar querem recém-nascidos ou bebês. “Nossa cultura já está mudando, mas ainda precisamos trabalhar e repercutir a importância dessa ação com as crianças mais velhas e os adolescentes. Geralmente, elas costumam ficar em abrigos até atingirem a maioridade”, disse.
Mas essas situação não se encaixa no caso de Guto e Ana Clara. Foi de uma relação inicial de amizade que surgiu o amor de pai e filha, sem se importarem se não tinham o mesmo sangue. A idade da menina, então com oito anos, não foi um empecilho. "O melhor de ser pai é poder passar todo o meu carinho e o amor para ela, e esses sentimentos não medem idade e nem deixam espaço para preconceitos", disse.

Fonte: G1

terça-feira, 14 de maio de 2013

Eu precisava saber de mais uma história de força de Angelina Jolie.


Resolvi colocar essa história aqui, porque apesar de Angelina Jolie ser uma atriz excelente dos filmes americanos. Ela é uma mulher que demonstra ter muita força e coragem para falar o que pensa, defender o que acha correto e fazer o que a deixa feliz. 


A atriz Angelina Jolie nesta quinta-feira (11) em Londres (Foto: Reuters)

A atriz Angelina Jolie declarou que passou por uma dupla mastectomia preventiva, uma cirurgia para retirada dos seios. A revelação foi feita em um artigo chamado "My Medical Choice", publicado no jornal americano “The New York Times” nesta terça-feira 14 de maio de 2013.
"Minha mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56", diz a atriz no começo do texto. "Ela viveu o suficiente para conhecer seus primeiros netos e segurá-los nos braços. Mas minhas outras crianças nunca terão a chance de conhecê-la e sentir quão amável e graciosa ela era", afirma.
Angelina, de 37 anos,  diz que descobriu ter um "defeito" no gene chamado BRCA1. Os médicos disseram que ela tinha 87% de chances de contrair um câncer de mama, e 50% de ter um câncer no ovário.
"Quando soube que essa era minha realidade, decidi ser pró-ativa e minimizar o risco o quanto podia. Tomei a decisão de ter uma dupla mastectomia preventiva", diz a atriz. "Comecei com os seios, já que meu risco de câncer de mama é mais alto que meu risco de câncer no ovário, e a cirurgia é mais complexa", afirma.
A atriz diz no artigo que passou por cirurgias num intervalo de três meses. "Durante o processo consegui manter isso de forma privada e continuar com meu trabalho", contou.


O processo médico foi iniciado no último dia 2 de fevereiro com a técnica "nipple delay", um tipo de cirurgia plástica "para que a mastectomia não danifique esteticamente o mamilo. Isto causa um pouco de dor e um montão de hematomas, embora aumente as chances de salvar o mamilo".
Ela conta que duas semanas após o começo do processo, fez a principal cirurgia, na qual se extrai o tecido mamário. "A operação pode levar 8 horas. Você acorda com tubos e expansores nos seus seios. Parece uma cena de um filme de ficção científica. Mas dias depois da cirurgia você pode voltar à sua vida normal", afirma.
Nove semanas depois foi feita a operação para reconstrução das mamas com implantes.
"Eu queria escrever isso para contar a outras mulheres que a decisão de fazer uma masteconomia não foi fácil. Mas estou muito feliz de tê-la tomado", diz Angelina. "Minhas chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87% para 5%. Posso dizer a meus filhos que eles não precisam ter medo de me perder para o câncer de mama", afirma.



Angelina também conta no artigo a importância da cirurgia para seus filhos. "É reconfortante saber que eles não veem nada que os deixe desconfortáveis. Eles veem minhas pequenas cicatrizes, e nada mais. Todo o resto é apenas a mamãe, do mesmo jeito que sempre foi. E eles sabem que os amo e que eu faria qualquer coisa para ficar com eles por todo o tempo que puder."
A operação deixou apenas pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos, conta Angelina. "Pessoalmente não me sinto menos mulher. Me sinto mais forte e tomei uma decisão importante que não diminui em nada minha feminilidade", completa.
A atriz também ressaltou que Brad Pitt foi um grande apoio durante todo o processo."Conseguimos encontrar momentos para rir juntos. Sabíamos que era o melhor que podíamos fazer para nossa família e que nos uniria ainda mais. E foi assim que aconteceu".

Angelina Jolie, uma das atrizes mais bem pagas do mundo, lamenta que o teste para detectar a mutação genética BRCA1, assim como a BRCA2, custe mais de US$ 3 mil dólares nos Estados Unidos, "um obstáculo para muitas mulheres".

Ela também espera que seu caso sirva de exemplo para outras mulheres com risco de câncer. A atriz lembra em seu artigo que o câncer de mama mata 458 mil pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e afirma que o tratamento pelo qual passou será detalhado na página na internet do instituto onde se tratou, o Pink Lotus Breast Center.
"Se escrevo agora sobre isto é porque espero que outras mulheres poderão beneficiar-se de minha experiência", afirmou. "Decidi não manter minha história em segredo porque há muitas mulheres que não sabem que poderiam estar vivendo sob a sombra do câncer. Tenho a esperança que elas, também, sejam capazes de realizar exames genéticos e que, se tiverem um alto risco, saibam que há mais opções."
"A vida está cheia de desafios. Os que não devem nos dar medo são os que podemos enfrentar e podemos controlar", conclui.

Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand, durante a pré-estreia do filme 'Pecado original', em julho de 2001, em Hollywood (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)
Angelina ao lado da mãe, Marcheline Bertrand. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma história assustadora


"Sou Amanda Berry. Fui sequestrada. Estive desaparecida durante 10 anos. Estou livre, estou aqui agora", disse a jovem ao número de emergência 911. Desta forma, Amanda, que estava desaparecida há ao menos 10 anos, avisou à polícia dos Estados Unidos que estava viva, segundo a agência de notícias France Presse.
Ela e mais duas jovens foram encontradas com vida nesta segunda-feira, 6 de maio de 2013, em uma casa em Cleveland, onde eram mantidas em cativeiro. A polícia de Cleveland, no Estado americano de Ohio, divulgou o áudio da ligação feita por Amanda Berry logo após fugir de seu sequestrador, reproduzido pela BBC.
Os detalhes do trauma que as três sofreram ainda não foram revelados, mas ao que parece ao menos uma jovem teve uma filha durante o cativeiro.
Vizinho ouviu gritos

Agentes do FBI recolhem provas da casa onde três mulheres eram mantidas em cativeiro (Foto: Mark Duncan/AP)

Um vizinho viu uma das mulheres, Amanda Berry, gritando e tentando sair da casa. "Escutei gritos (...) e vi esta garota tentando fugir como uma louca da casa", disse Charles Ramsey à rede de televisão ABC. "Ela disse: me ajude a sair, estou aqui há muito tempo".
Ramsey contou que tentou abrir a porta e como não conseguiu, teve que derrubá-la, antes que a mulher saísse se arrastando e "levando consigo uma criança pequena". Amanda correu até uma casa vizinha para chamar a polícia, implorando que viessem o mais rápido possível.
Durante a ligação, Amanda revelou que ela e outras duas jovens eram mantidas em cativeiro por Ariel Castro. A polícia chegou logo depois e encontrou as outras duas mulheres: Gina DeJesus e Michelle Knight.
"Um homem 'hispânico' de 52 anos foi detido em relação ao caso", revelaram fontes ligadas à polícia.

Amanda Berry (centro), com a irmã após sua libertação  (Foto: AFP)

Vizinho amigável

Berry desapareceu em abril de 2003, quando tinha 16 anos, após sair do trabalho, informou o FBI. A mãe da jovem, Louwanna Miller, morreu de ataque cardíaco em março de 2006. DeJesus tinha apenas 14 anos em 2004 quando desapareceu após deixar a escola. Knight desapareceu aos 21 anos, no dia 23 de agosto de 2002, depois de visitar uma prima, segundo o jornal Cleveland Plain Dealer.
Charliez Czorb, vizinha do suposto sequestrador, se disse surpresa com o tempo que as três jovens passaram no cativeiro sem que ninguém percebesse. '"Estavam no nosso quintal. Estas meninas estavam presas em nosso quintal".
Ariel Castro foi descrito pelos vizinhos como um amigável motorista de ônibus e músico que geralmente deixava as "filhas" brincar com seus netos.
'Estão bem'
Fotos mostram Amanda Berry, à esquerda, e Georgina Dejesus, que foram sequestradas há cerca de dez anos (Foto: FBI/AP)

Um médico que atendeu as três mulheres afirmou que estão bem, mas continuam sendo examinadas. "Este não é o final que normalmente escutamos neste tipo de história e estamos muito felizes por elas", disse o doutor Gerald Maloney aos jornalistas.
O prefeito de Cleveland, Frank Jackson, ficou "agradecido pelo fato de estas três jovens estarem com vida". "Temos muitas perguntas sem resposta sobre este caso e a investigação continua".
A polícia concederá uma entrevista coletiva sobre o caso nesta terça-feira.

Irmãos mantinham trio em cativeiro há 10 anos em casa em Cleveland (Foto: Bill Pugliano/Getty Images/AFP)


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Palavras que eu precisava ouvir num transporte coletivo






Sempre quando volto do serviço tenho que pegar o ônibus do Vera Cruz, que vai direto para minha casa, ou pego ônibus da linha João Braz. O do João Braz que vem mais vazio e muitas vezes o primeiro a chegar é o que acabo pegando muitas vezes, o problema é que ele dá a volta e depois que me deixa em casa. No final, quando chego em casa acabava sempre sendo a ultima pessoa no ônibus, pois não é todo mundo que tem coragem de dar uma volta tão grande.
E em duas vezes que peguei esse ônibus Deus me deu dois fortes ensinamentos que sem duvida são palavras que todos precisavam escultar.
    Meu primeiro ensinamento foi quando peguei esse ônibus e consegui ir sentado. Foi muito bom. O ônibus foi esvaziando e vagou o lugar do meu lado. Ninguém sentou apesar de ter algumas pessoas em pé. De repente subiu no ônibus um sujeito muito estranho. Sem camisa, com uma garrafa de Deus sabe o que na mão, e com os olhos bem vermelhos. E para meu desespero sentou-se do meu lado.
Fiquei com medo, como todos no ônibus. Eu continuei a ler meu livro e orando para Deus:
- Deus do CÉU. Me ajuda! Me protege desse homem! - De verdade parecia que a qualquer momento ele iria tirar uma faca do bolso sujo e rasgado e ia matar todo mundo do ônibus. E eu orei com tanta fé que Deus respondeu. E Ele me falou:
- Fica calmo, respira fundo, e finja que nada está acontecendo. Quando você sair você vai levantar e dizer ainda para ele. "Que Deus o abençoe."
Eu na hora falei:
- Você tá doido Deus? Esse homem vai é me matar se eu falar um troço desses para ele!
Mas me segurei e fiquei do lado do homem fingindo não ver seu olhar vermelho, de vez em quando se voltando para mim e cheirando o conteúdo da garrafa.
O ônibus foi esvaziando até que ficou só eu e o rapaz no ônibus. E eu não sai do lado dele.
Chegou meu ponto e quando fui levantar para sair o homem se levantou com um sorriso e falou para mim:
- Deus o abençoe moço.
Eu surpreso me virei para ele também com um sorriso e falei para ele:
- Que Deus o abençoe muito também.

O segundo grande ensinamento foi quando voltando para casa no mesmo ônibus tinha conseguido um lugar para sentar. Eu estava preocupado com meus problemas pessoais e pensando que Deus talvez deveria ter se afastado um pouquinho para eu aprender algumas lições.   Quando de repente vi duas senhoras entrando no ônibus.  O ônibus estava lotado. E vários jovens estavam sentados nas cadeiras reservadas para idosos.  Minha consciência pesou, mesmo eu estando em cadeira comum. Eu fui e ofereci lugar para uma das senhoras. A outra infelizmente iria ficar de pé. Eu fui e falei para ela:
- Me desculpe senhora. Mas se eu tivesse dois lugares para oferecer. Ofereceria para a senhora também.
Ela sorriu e agradeceu. E falou que ficou sentada o dia inteiro e que preferia mesmo ficar em pé.
Logo ela olhou o livro que eu estava lendo. Um romance espirita "Tudo Valeu a Pena" de Zibia Gasparetto.
Sei que eu já esperava a velha repreensão que costume receber quando as pessoas veem meu livro espirita.
Mas não, ela se virou para a amiga dela sentada com um sorriso e falou:
- Olha, ele está lendo o livro que você acabou de ler.
E a outra falou:
- Foi por isso que ele foi tão gentil e se levantou.
Eu me senti com os elogios. E mais ainda por alguém reconhecer tanta coisa boa que existe nos livros espiritas. O que não é comum.
Pois comecei a engajar uma conversa com a senhora falando que o livro me ensina tanta coisa boa e que não era comum alguém reconhecer que ele é tão bom assim. Que muitos tem preconceito pelas coisas que os pastores costumam falar sobre a doutrina espirita. Falei que sou evangélico e que frequento a igreja, mas não vejo mau nenhum nisso.
E ela rindo falou:
- Meu filho, agente tem que pegar as coisas boas da vida. E o resto joga fora. Eu também sou evangélica e leio livros espiritas. Decidi pegar as coisas boas de cada um. E o resto que não serve para mim simplesmente não aproveito. Deus mostrou para mim que não devemos nos prender a preconceitos. Temos é que viver, porque a  vida é curta demais para gente ficar sofrendo pelo o que os outros pensam ou deixam de pensar.
Eu consegui comprar minha casa e estava feliz, me sentindo realizada e muito feliz com a minha vida. E orava para Deus, sabendo que viria outra prova, mas pedia para ele me mandar qualquer coisa, menos câncer  Pois pensava que eu era muito forte, mas com o câncer eu era muito fraca. Mas foi isso mesmo que Deus me mandou.
Passei por muita dificuldade, fiquei irreconhecível por muitos meses. Mas não fraquejei como pensava que iria fraquejar. Em vez de ficar me lamentando e chorando eu percebi como Deus era bom. Me dando algo tão difícil de suportar para mostrar que com Ele eu era forte em qualquer situação.
Deus não dá carga maior do que você consegue suportar não. Agente é que de vez em quando faz manha por coisas atoas. Agente vem no mundo é pra gente ser feliz. E não é porque algumas coisas difíceis acontecem algumas vezes é que devemos chorar e nos entristecer.  Muitas coisas que achamos que são ruins vem para o bem.
Hoje eu vim no medico ao lado da minha amiga para receber o resultado do médico se estou curada ou não. Qualquer um ficaria nervosa por não ter sido atendida na hora. Por ter ficado lá desde as dez na manhã até as agora ( sete da noite). Mas eu consegui ver que era por uma boa causa. Poderia ter ficado lá e esperado mais tempo para ser atendida. Mas decidi vir embora naquele horário para pegar esse ônibus  com você e poder te passar essa mensagem que Deus quer te passar.
Imagina se eu tivesse sido atendida na hora certa? Ou se ficasse lá esperando os quinze minutos que faltava para o médico me atender? Talvez não iria te contar essa história e te dar força para seguir em frente sua vida.
Deus tem tudo planejado na nossa vida. Tim-tim por tim-tim para agente ser feliz. É nos que não temos paciência ou somos cegos para enxergar tão bom Ele é.
Nunca reclame dos problemas que Deus te dá. Esses problemas  é chave que Ele te da para ficar mais perto dele. Aceite como um presente.
Quando ela foi embora e estava sozinho no ônibus do João Braz chegando em casa, eu percebi que nunca estou sozinho naquele ônibus  Eu senti que Ele sempre está comigo, me ensinando, me ajudando.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Existe justiça

Hoje eu terminei um livro super bom. "Ela só queria casar...".

 

Neste livro aprendi muitas coisas valiosas que não gostaria de perder.
O que mais me marcou no livro foi a história da secretária do vilão da história. Ela cuidava do tio que era um senhor idoso de cadeirante e que dependia muito dela para tudo. Mas ela maltratava de mais o pobrezinho senhor idoso. Fazia coisas que agente ficava horrorizado ao longo da história.




Quem for ler o livro não leia mais em baixo. Quem não ter paciência pode ler. 
Sei que no final do livro, depois que a terrível e monstruosa mulher foi presa após os vizinhos tomarem coragem para denuncia-la. Descobrimos algo muito terrível do passado da mulher e do tio dela. O tio da mulher, quando ela era criança abusava dela.
Foi algo chocante. Mas serviu para eu perceber que toda história tem dois lados. Por trás de um rosto triste e solitário de um humilde idoso tinha algo além. Por trás de uma mulher malvada e cheia de mau escrúpulos tinha uma criança indefesa nas mãos de um maluco.
Sei que o livro trata de temas muito difíceis, mas o espiritismo consegue trazer esse tema de uma forma realista mas pura. Demonstrando que toda ação tem uma reação. Que todo atitude ruim que você tiver vai voltar para você. Existe justiça no mundo, basta agente olhar com os olhos certos. Ver verdadeiramente, sem egoismo o que é certo, o que é errado.
Muitos querem justiça em algo que na verdade não é mau nenhum pra gente.
E tem gente que não vê que o troco recebido pela outra pessoa foi algo tão terrível quanto foi feito para ela. Querem mais vingança, sem notar que Deus paga na mesma moeda e não o quanto você quer.
Existe justiça no nosso mundo sim. Mas não é a do homem. E agente muitas vezes não consegue ver.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Enfrentando nossos leões

Eu fico pensando comigo: É certo eu ficar indignado com pessoas que preferem ficar ignorantes a resolver e pensar em assuntos que a assustam?
As vezes dá vontade de gritar para certos tipos de pessoas: Pensem! Verdadeiramente vocês acham certo tudo que é falado para vocês? Parecem que eles tem uma visão turvada das coisas.
E de repente eu parei para pensar.
No que minha visão pode estar turvada?
As vezes fico julgando tanto algumas pessoas por não conseguirem enxergar algo que nem vejo que eu não vejo que eu também posso não estar vendo coisas na minha cara.
É como uma imagem que imaginei:
Um garotinho vê uma linda menininha deslumbrando-se com uma linda flor. Por trás da menininha um enorme leão se prepara para dar um enorme bote nesse menininha. Ele tenta gritar e avisa-la de qualquer maneira. Só que o pobre garotinha não percebe que por trás dele também existe um enorme leão pronto para dar-lhe também um bote.
Muitos quando percebem que o leão também está atras de si, preferem abaixar e contemplar a flor com a menininha. Fingindo que não tem nada querendo-lhe atacar.
Outros se viram para os leões e tentam ser amigos deles.
Mas poucos se vira contra o leão que tenta lhe atacar e o enfrenta. E depois com muita dificuldade, muitas vezes feridos , vai enfrentar o do outro e nisso acaba morrendo.
Acho que no fim. Devemos enfrentar cada um o próprio leão. Quando tivermos tempo podemos de vez em quando virar para o nosso amigo, no caso a menininha e dar um cutucão nela e falar:
- Ei moça, estou lutando contra o meu leão tá vendo. Não é tão difícil. Também lute contra o seu.
Mas não podemos sofrer porque a menininha mesmo ouvindo isso apenas se abaixa e continua a contemplar a flor.
Que leão que é o seu? Vai enfrenta-lo ou continuar a contemplar a flor?





Um filme que me ensinou a não julgar as atitudes erradas




As vezes agente fica com tanta raiva de pessoas que tem uma ignorância por algum assunto e acabam tendo um pré-conceito sobre esses assuntos que elas não entendem, e nem querem entender.
Eu acho tão difícil eu julgar um assunto que não conheço.
E o pior que tem pessoas que demonstram ser tão inteligentes mas acabam falando coisas sem pensar primeiro. Coisas que até eu que não sou grande pensador, penso primeiro antes de falar, de julgar.
Penso que cada pessoa tem seu direito de fazer o que quer, mas seu limite termina quando começa o do outro. Mas muitos pensam que a pessoa está invadindo seus limites quando não estão.
Mas o que é certo? O que é errado?


Ontem eu vi um filme chamado "O dilema". É um filme que fala de um casal de amigos. E um dos homens descobre que a mulher de seu amigo está traindo ele.



O rapaz fica maluco e tudo para contar para o melhor amigo. Mas ai ele não tem coragem. E o que ele faz?
Ele vai até a Winona Ryder e fala para ela que viu ela com outro cara que não é o seu melhor amigo. 

O Dilema : foto Kevin James, Vince Vaughn

Ela então lhe conta que começou a sair com outro porque o marido frequenta uma casa de massagens e faz algo além de massagem naquele lugar. 
O amigo então segue ele e percebe que de verdade ele fazia isso. 
E eu pensei: O que eu faria nessa situação?
Eu a primeira coisa que eu ia ver é que julgar a mulher por uma traição foi errado. Que não era eu que deveria saber se ela está errada ou não. E deveria deixar ela viver a vida dela. E meu amigo a dele. Lógico. Tentaria dar conselhos para ajuda-los. No caso daria conselhos para meu amigo dar mais importancia para o relacionamento dele e largar de ir nesses tipos de lugar. É logico sem mencionar que vi ele numa casa de massagem. 
Mas não o cara faz é perseguir a mulher de seu melhor amigo até ela contar na frente de todos que traia o marido. E o amigo dele? Como que ficou? Falou de suas idas a lugares que não deveria? Não. Ele julgou a mulher... na verdade todos julgaram a Winona Ryder e o amigo saiu de boa. 

O Dilema : foto Kevin James

Quero dizer que ele não precisava receber um castigo. Mas esse filme deveria ter um ensinamento de não julgar os outros pelas suas atitudes.  Mas não. Não teve nada. 
O cara ficou sozinho e feliz porque acertou uma bola de roquei num buraco. 
Mas vendo pelo lado bom desse filme me ensinou algo muito sério. Que eu pelo menos vi que não devo julgar as atitudes dos outros sendo errada ou certa. Porque sempre tem algo por trás. Ninguém sabe tudo que acontece na vida da outra pessoa. E não podemos falar se ela é certa ou errada, porque não sabemos como agiríamos na situação dessa pessoa. 
É... então não posso julgar a atitude que o personagem principal teve em julgar as atitudes da Winona Ryder. Porque é meu melhor amigo que foi traído. As vezes, na situação do personagem principal da história também opacaria o mau que ele fazia para ver só o mau que a esposa dele faz. 
É tão complicado julgar não é? Agente não sabe como agiria na situação de quem estamos julgando.

O Dilema : foto