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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dona Cacilda disse coisas que eu precisava ouvir


RECEITA DA DONA CACILDA

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos,  miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda  vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido,  com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra  solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala  de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio  dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em  direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho,  inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me  interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um  filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
-  Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um  pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por  princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não  depende de  como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo  minha expectativa.

E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão  que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu  posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho  em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso  levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem  autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é  bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em  conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:
-  Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar  o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta  época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira  aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte  de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada  por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda  continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida,  sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para  anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe fora os números  que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura.
Deixe  que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos  divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda  sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que  quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

'Uma  mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é  Alzheimer!

4. Aprecie mais as  pequenas coisas

 5.  Ria muitas vezes, durante muito tempo e  alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir,  passe muito e muito tempo com ele /ela!

6.  Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A  única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que  ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que  quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado  com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça  viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país  diferente, mas NÃO para onde  haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada  oportunidade.

E, se não mandar isto a pelo  menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Serão apenas menos  quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma
mensagem sua.

Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!



"De  nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."




Eu recebi esse E-mail de minha madrinha Jaciara que sempre me presenteia com mensagens lindas dessas. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Se preparando para ouvir o que eu não queria


Como ser promovido preparando-se para ser demitido: 5 dicas
efetividade.net

As oportunidades aparecem para quem está preparado, e precaver-se para uma situação indesejada como uma demissão muitas vezes envolvem reforçar as suas características que podem impulsionar sua próxima promoção ou o surgimento de uma nova vaga de seu interesse.
Muitas das situações que levam a uma demissão estão além do poder de influência de qualquer empregado – dificilmente dá de evitar perder o emprego quando a empresa fecha as portas, por exemplo. Mas na maioria das outras, algum gestor acaba tendo de fazer a terrível escolha: quem vai para a rua primeiro?



Existe uma série de características que você pode buscar e que podem afastá-lo do topo da fila do facão, ao menos sob o ponto de vista de boa parte dos gestores éticos e responsáveis. E o melhor: a maioria delas também coloca você em posição de vantagem para procurar nova oportunidade, ou para promoção caso a crise não se confirme.
As medidas propostas são mudanças de comportamento, e só terão efeito preventivo se surtirem efeito (e forem percebidas) a tempo. E se você pensa que isso não é grande consolo na situação internacional corrente, pense no quanto é pior a situação de quem vai concorrer na mesma fila contra essas pessoas que têm algum diferencial a seu favor.
Como não estar no caminho do facão



Mesmo o funcionário mais exemplar da empresa pode se deparar com situações em que uma falência, fusão, aquisição ou fechamento de filial levem ao desaparecimento do seu emprego atual.

O alvo das 5 dicas a seguir não é estar apto a não depender em nada do seu emprego atual. Estamos falando de medidas relativas, que reduzam o choque após uma eventual demissão, e facilitem a busca de uma nova colocação – com o bônus adicional de que elas podem ampliar suas oportunidades de promoção.
1. Capriche na postura profissional


Lembre-se de que existem comportamentos que ajudam você a ser levado mais a sério  como profissional.

Mantenha a palavra, cumpra o que anuncia, saiba o limite entre a vida profissional e pessoal (sua e da equipe), não dê desculpas esfarrapadas, mantenha a atitude. Desenvolva a sua influência, sem recorrer à autoridade, e saiba como não ser vítima da política do seu escritório .
Na hora fatídica em que seu superior for chamado a reduzir em 25% a despesa dele com pessoal, ele não vai considerar apenas a produção de cada um, ou o quanto é importante a tarefa que cada um desempenha.
Se o gestor for bom nisso, ele vai parar para pensar na qualidade da interação do grupo que restará após a saída dos demais, e aí são as atitudes e a forma de se relacionar com os colegas que contam. Não é absolutamente necessário se destacar como um líder, mas por motivos óbvios você deve evitar ser apagado (“não fará falta pra ninguém”) ou detestado (“vão até comemorar”).
2. Fortaleça e expanda seu círculo de contatos – antes de precisar

Um sábio conselho, que ouvi há tempo, acredito e pratico, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.
O chamado networking  funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando, e desde que não o use como se fosse outro nome para falsidade e chatice por interesse.

Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo, envolvendo lembrar do aniversário dos amigos e mandar mensagens pessoais (nada de mensagens enlatadas no Facebook!), um telefonema ocasional, um e-mail curto e original a cada 3 ou 4 meses, e uma agenda de contatos bem organizada.
Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional também são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos ao final da reunião já conta a seu favor. É preciso usá-la tratando cada integrante individualmente.
Assim, você não vai se ver na situação terrível de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações chatas que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.
O ideal também é acompanhar ativamente os eventos (mesmo online) da profissão em que você atua, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma atividade que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores.
No caso das organizações maiores, é possível fazer isso até internamente. Se sua empresa tiver CIPA (comissão interna de prevenção de acidentes), brigada voluntária de incêndio, clube do livro ou outras atividades não-remuneradas e voluntárias, considere esta razão a mais para participar, e se possível integrar a diretoria – especialmente se não houver fricção política contra a administração da empresa. Se você fizer bem-feito e com foco na sua carreira, isso faz o seu nome aparecer localmente, abre caminhos e oportunidades, e ainda pode ser um item a mais no seu currículo.

3. Mantenha atualizado seu currículo


E não é pelo motivo que você pensou: sair distribuindo currículos imediatamente no dia seguinte ao da demissão nem é algo que você deveria fazer.
A razão de manter atualizado o seu currículo  é que assim você fica sempre consciente sobre quais são seus diferenciais e o quanto você é um profissional atualizado. Recomendo revisões trimestrais!



Tenho visto recentemente vários casos de profissionais que subitamente precisaram procurar emprego, e só aí foram perceber que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, suas experiências profissionais dignas de menção eram sobre práticas há muito descontinuadas, e as habilidades que os levaram a ser contratados para o seu emprego anterior hoje têm pouco valor.
Começar a manter atualizado o currículo pode evitar esta surpresa na hora errada, pois estimula a encontrar o que mencionar.
Para ter o que dizer no seu currículo, além de procurar se envolver em projetos e atividades profissionais relevantes, você pode participar do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel cujo valor seja evidente num contexto profissional (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking, além do óbvio benefício de contribuir com a sua comunidade).
Em complemento, procure fazer cursos de extensão (mesmo que online e gratuitos, mas registre provas de sua participação, e prefira os de instituições reconhecidas), aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação – hoje dá para fazer isso até via Internet.
Em paralelo, para que seu nome apareça no Google associado a algo profissional, uma forma simples é participar ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, ou buscar contribuir com revistas ou sites da área.
4. Pé de meia: Forme sua reserva financeira



Quem tem reservas que permitam reduzir o baque financeiro da interrupção dos salários amplia sua capacidade de assumir riscos no trabalho, resistir a conflitos éticos  e ao assédio moral , e desenvolver várias outras características que podem ajudar seu atual empregador a manter-se interessado em você.

Para este tipo de situação, investimentos de baixa liquidez (como terrenos, por exemplo) podem não ajudar muito. O ideal é planejar a longo prazo para sempre ter condições de tornar imediatamente disponíveis, ou facilmente conversíveis, recursos em dinheiro equivalentes a 3 meses do seu salário líquido, para ter segurança de que as contas continuarão sendo pagas normalmente no primeiro mês, e que um eventual aperto de cintos posterior possa ser feita com razoável grau de controle.
Se você tem investimentos sem liquidez, pense em futuramente converter uma parte deles para uma alternativa como a descrita acima, mesmo que ela renda bem menos que o restante.
Se você não tem nenhuma poupança, essa pode ser uma razão a mais para começar o fundo de reserva, e dessa vez a sério.
Buscar ter uma fonte de renda adicional na família também conta a favor do mesmo objetivo. Há várias possibilidades: aluguel de um imóvel, prestação de serviços (que não concorram nem interfiram no do empregador!), o salário de outro familiar, revenda de produtos, dividendos e tantos outros. Nenhum é fácil ou rápido de obter, mas são fatores importantes de segurança profissional, e podem ser o pára-quedas necessário na hora do aperto. Na hora de escolher seus investimentos, considere este fator quando for definir seu mix.
Se a crise chegar, abrace os momentos difíceis

Resiliência é o nome dado à característica dos profissionais que mantêm seu desempenho e capacidade de operar, mesmo nos momentos de crise.
Um traço que eles têm em comum é que não vão para o canto e ficam reclamando que isso é injusto, é errado, não devia ser assim, etc. Eles encaram a mudança e buscam adequar seu papel (e suas habilidades e pontos fortes) a ela.
Se sua empresa estiver passando por um momento muito complicado, e especialmente se a responsabilidade por isso não for sua, sua filial subitamente tiver que receber a carga de trabalho de outra que fechou, ou subitamente diversos recursos deixarem de estar disponíveis, e a carga de trabalho de todo mundo aumentar, não seja um dos que vão para o canto resmungar – reveja seu papel e abrace a novidade, já que ela é um fato real.


E, independentemente de sua posição no organograma, busque oportunidades de encontrar o seu caminho e até de liderar nos momentos difíceis .
o medo da demissão às vezes leva o profissional a tomar as decisões erradas. Cautela sempre é bom, mas você precisa saber calcular riscos e assumir responsabilidades. Quem lidera precisa fazer muitas escolhas, mas quem atua em equipe também faz as suas.
Esquivar-se delas, fugir à responsabilidade e buscar apenas as alternativas isentas de risco torna você um integrante preferencial na lista dos que serão descartados em qualquer corte, pois sua ausência fará pouca diferença ou falta.
É melhor correr um pouco mais de riscos, bem calculados, e assim poder ser visto como peça-chave na hora em que alguém for escolher onde o facão vai passar!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Alugando uma casa... Isso eu precisava ouvir



Todos gostariam de morar em um apartamento como este, mas vamos com calma. 

Muitas coisas devem ser levadas em consideração quando escolhemos um lugar para morar. Acabamos nos preocupando só com a qualidade do imóvel, conservação e espaço, mas o ponto mais importante é a qualidade dos serviços que existem em volta da sua casa.
Se não for dono de um carro, um dos principais requisitos deve ser morar perto de um supermercado, a uma distância que seja possível caminhar com 20 sacolas na mão. Transporte público próximo e frequente também é uma necessidade neste exemplo, no qual você não tem um carro. Também é bom ter restaurantes e bares, para quando você não quiser ou não puder cozinhar ou beber em casa. Quanto menos você precisar sair de perto da sua casa para resolver as coisas, maior será sua qualidade de vida, independente do tamanho do seu imóvel. Ao mesmo tempo, quanto mais opções você tiver de lugares próximos onde pode ir, menos desculpas terá para ficar enfurnado dentro de casa. Se pretende se mudar para um bairro que não conhece muito bem, aconselho ir para lá num sábado e passar o dia andando pela região. Almoce, vá ao supermercado, visite desde padarias até bancas de revista, tome uma cerveja no fim da tarde. Viva esse dia como se já morasse por lá. Para mim, os itens acima são imprescindíveis. Se não existir essa estrutura de apoio em volta do lugar, nem entro no apartamento. Alguém precisa te dizer isso bem cedo: você precisa de bem menos espaço do que acredita. Quando procuramos apartamento acabamos nos encantando com lugares grandes e com quartos extras que não precisamos. Se você mora sozinho e quer viver tranquilo, um apartamento de um quarto e sala é suficiente. Se optar por algo maior do que isso, saiba que está pagando bem mais do que precisa, por puro luxo. Sem falar que quanto menor o espaço, melhor, mais fácil e mais barato é manter tudo limpo e arrumado. O estado de conservação engana muito. As imobiliárias são mestres em maquiar imóveis, fazendo você acreditar que está impecável. Compre um caderninho de anotações bem pequeno logo de início e preencha com algumas observações. Procure sinais de vazamento, ligue todas as torneiras, deixe a agua cair um pouco e veja se não tem nada pingando por baixo. Observe se não existe nenhum vazamento na descarga. Na casa que morei ano passado, passei quase oito meses para observar isso, gastei mais de 3000 reais graças a um vazamento na descarga por uma borrachinha que estava gasta. Teste absolutamente tudo que existe para ser testado. Portas, lâmpadas, interruptores, disjuntores e chuveiro. Anote absolutamente tudo o que encontrar de estranho, diferente ou errado. Se decidir ficar com o imóvel, deve deixar tudo o que achou de irregular registrado junto à imobiliária. Se você não deixar tudo claro, vão exigir que os reparos sejam feitos por você ao término do contrato. Procure marcas de vazamento ou infiltração, muitas podem transparecer na pintura nova. Esse tipo de coisa é responsabilidade da imobiliária resolver, mas já fiquei um ano esperando sem ter um resultado satisfatório. Melhor evitar. Uma coisa bem importante, verifique se há tomadas o bastante. Mesmo eu já tendo alugado vários apartamentos, acabei esquecendo desse detalhe na minha ultima locação. Resultado: no meu quarto atual só existe uma tomada. Dentro do guarda-roupas. Fique atento às dimensões dos cômodos, tire todas as medidas e anote no caderninho. Saber isso vai ser crucial para não correr o risco de ter algum móvel que não cabe ou saber direitinho qual tamanho dos móveis que deve comprar. Muitos apartamentos menores não possuem mais entrada para fogão, fique atento para não ser pego de surpresa. Nunca, em momento algum, jamais, sem exceções, mesmo, mesmo, mesmo, confie nas informações que o corretor ou a imobiliária dão para você. Já namorei uma corretora e tenho amigos que já trabalharam no ramo. Ouvi muitas histórias sobre esse mundo. Corretores são apenas vendedores que, a todo custo, vão tentar te empurrar um produto, usando de falsas promessas, mentiras subjetivas e acordos não documentados que, quando solicitados, serão desconversados. Devem existir exceções, mas desconfie antes, documente tudo que for acordado e se for pra confiar, confie depois de comprovar todo o negócio como positivo. A burocracia de alugar um apartamento é uma das maiores a que já fui submetido na vida. Existe uma série de exigências que vão variar bastante de imobiliária para imobiliária, mas que no padrão envolve os seguintes itens: Nome limpo Comprovação de renda três vezes maior que o valor do aluguel Dois fiadores com imóveis quitados no estado ou Seguro Fiança. Dentro dessas exigências, existe uma variedade de documentações que podem ser solicitadas. A maior burocracia surge quando usamos fiadores, que precisam fornecer cópia e original de todos os documentos, certidão de casamento, contracheques dos 3 últimos meses até as escrituras dos seus imóveis. Os fiadores devem assinar o contrato e ter tudo autenticado em cartório. Como seguro fiança envolve um gasto a mais, que nem sempre podemos arcar, o mais fácil é sempre apelar para um fiador. Tudo isso somado ao transtorno de pedir para alguém confiar seu patrimônio na sua responsabilidade de honrar compromissos, nesse caso, pagar o aluguel e conservar tudo para devolução. Alugar diretamente com o proprietário é uma boa. Eliminando um intermediário, o custo também cai e acertos podem ser feitos de uma forma mais direta, evitando burocracias maiores. Nunca tive oportunidade de fazer um acordo direto, mas amigos que fizeram se mostraram bem satisfeitos. Uma hora você vai se ver assim:



Essa é uma das partes mais difíceis, principalmente para os 99% de nós que têm uma verba limitada. No meu primeiro apartamento, eu tinha apenas um colchão inflável, meu notebook (herança de quando ainda não tinha despesas) e um guarda roupas embutido. Nessa época a pergunta que nunca saia da minha cabeça era: “Como as pessoas conseguem ter todas essas coisas em casa? Geladeira, micro-ondas, fogão, televisão… é tudo muito caro!” Descobri depois de velho que pedir ajuda para as pessoas não é uma vergonha e, que no caso de morar sozinho, existe até um protocolo quanto a isso. Quando resolver morar sozinho, já estiver com o lugar alugado e pensar em começar a comprar suas coisas, convoque reforços. Faça um Open House. Pesquisando por aí você pode encontrar várias dicas de gente fresca para esse evento, mas eu aconselho você a ser autêntico e reconhecer sua condição de fodido. Organize seu “Chá de Casa Nova” de uma forma simples, fazendo uma lista honesta de suas necessidades. Inclua pratos, copos, talheres, alguns eletrodomésticos e móveis. Coloque tudo em uma faixa de preço variada, de barato ao caro. Ninguém tem obrigação de te dar nada, mas as pessoas podem ser surpreendentemente generosas. O que vier, será lucro. Faça um churrasco para a ocasião, use a casa de algum amigo que tenha espaço. Convide familiares e amigos. Familiares normalmente dão os presentes mais caros, eles querem ajudar na sua expansão, os amigos costumam dar as coisas menores, mas não menos importantes. Ganhei um cortador de pizza que toda vez que uso penso: “Cara que genial”. Também ganhei meu PlayStation 3, geladeira e televisão assim, de amigos. Depois que estiver instalado no seu novo lar por algumas semanas ou meses, convide cada um deles para conhecer sua casa e saber como você aplicou tudo o que ganhou. É uma forma de estreitar os laços e mostrar gratidão. Quando decidimos sair da grande zona de conforto que o ninho materno representa, assumimos uma grande responsabilidade com nós mesmos e com nosso desenvolvimento como homem. A criação de um espaço próprio, que represente um ambiente confortável, que vai ser nossa fortaleza nos melhores e piores momentos, representa uma exploração diária de oportunidades. Levando em consideração os ciclos mensais, um ano representa apenas 12 tentativas diferentes de organizar suas despesas e seu rendimento. Se pararmos para pensar, conhecemos pessoas bem mais velhas que ainda estão aprendendo a organizar e montar seu próprio espaço. Cada necessidade nova traz embutido um novo aprendizado, e morar sozinho traz um monte de necessidades novas. Você acabou de ter uma ampla visão de como se preparar e do que ter em mente quando for morar sozinho. Agora que tal se mexer pra construir seu apartamento dos sonhos?



 Essa post foi tirado do site Papo de Homem.